TESTOSTERONA E FERTILIDADE MASCULINA

A fertilidade masculina é resultante da integração de fatores ambientais, endócrinos, parácrinos e metabólicos (1). Em outras palavras,
podemos dizer que alterando qualquer um desses elementos, há adaptações ou contra regulações (2).


Nos dias de hoje, como é frequente a utilização de hormônios para terapias de reposição hormonal, ou até mesmo o uso sem orientação do profissional médico, a fertilidade masculina passa por tais adaptações, sendo reduzida.


Os efeitos terapêuticos dos hormônios, tais quais seus colaterais, dependem de alguns aspectos e observamos que o mais negligenciado é o tempo de ação da substância no organismo. Por exemplo, após 14 dias de uma ÚNICA aplicação de 500mg de testosterona, seu nível ainda mantém-se elevado (3). Isso é importante porque a supressão da síntese de LH e FSH ocorre por feedback negativo, ou seja, devido disponibilidade de testosterona em nível sérico e intratesticular (2), (4).

Destaco que a supressão do eixo hpt também ocorre em doses menores. No artigo (3), foram avaliadas doses únicas de 500, 250 e 125mg, separadas por um intervalo de 6-8 semanas.
500mg: Supressão em LH, 73-92%, dias 4-14. Supressão em FSH, 63-94%, dias 4-14;
250mg: Supressão em LH, 77-78%, dias 4-14. Supressão em FSH, 71-83%, dias 4-14;
125mg: Supressão em LH, 65-35%, dias 4-14. Supressão em FSH, 45-38%, dias 4-14;

O comprometimento na fertilidade ocorrerá, pois passa a haver perturbações na estrutura e funcionalidade das células de leydig, redução na síntese de espermatozoides e testosterona, como diminuição na síntese e maturação dos espermatozoides, a qual perdura DE UMA ÚNICA APLICAÇÃO por 6-8 semanas (3).


Existem estratégias para a recuperação dessa fertilidade, mas pode levar mais tempo do que parece. Conforme estudo (5),
70% dos homens obtiveram êxito no tratamento de 6-12 meses com hcg (3000UI, 3X na semana) e moduladores estrogênicos, posto que idade (menos) e quantidade de esperma (mais) ao cessar o uso da testosterona indicam sucesso no tratamento.


Recomendamos sempre a individualização das prescrições e tratamentos, principalmente em caráter da medicina integrativa,
cobrindo nutrição e estilo de vida adequados para melhor resposta.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
(1) – https://doi.org/10.1016/j.tem.2016.12.004
(2) – doi: 10.3978/j.issn.2223-4683.2013.06.01
(3) – doi: 10.2147/SAR.S71285
(4) – Nassar GN, Leslie SW. Physiology, Testosterone. [Updated 2018 Oct 27]. In: StatPearls [Internet]. 
(5) – https://doi.org/10.1016/j.fertnstert.2016.10.004

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