PROTEÍNA – MÁXIMA RESPOSTA ANABÓLICA –

Em se tratando de metabolismo, é denominado como anabólico o contexto onde as reações de síntese são predominantes
sobre as reações de catabolismo/quebra. Nesse sentido, no anabolismo estamos em um ambiente de balanço positivo.


Ao pensar em proteína, esse estado de anabolismo é classificado como balanço positivo de nitrogênio, o qual ocorre
como consequência de respostas anabólicas (síntese menos quebra).


Até aqui você percebe a importância tanto da síntese, como da quebra. Contudo, a maior parte dos estudos avalia somente
a síntese de proteína (no músculo), limitando o papel que a quebra possui.
Qual o motivo?

 

O artigo (1) mostra o caráter anticatabólico da insulina e seu efeito metabólico em diferentes níveis em conjunto com oferta constante de aminoácidos.
O que destaquei na imagem principal é que após atingir determinado limiar, maior quantidade de insulina não altera a quebra proteica.
Com isso, as diferenças que serão observadas entre os grupos serão em razão de alterações na síntese, já que a quebra atinge um plateau após certo nível.

Continuamos perguntando: E a síntese? Também atinge um plateau? Existe uma máxima resposta anabólica?

Em (2), imagem 2, estudo em homens jovens, você observa que em uma refeição que contém entre 20 e 40g de proteína, há uma diferença de ~10% na síntese.

Em (3), imagem 3, comparação entre adolescentes, adultos, sexo masculino e feminino. Plateaus destacados.

Em (4), imagem 4, comparação entre jovens e idosos ingerindo refeições com 30g de proteína (10g EAA) ou 90g de proteína (30g EAA).

Em (5), imagem 5, situação de overfeeding, temos uma resposta linear do ganho magro e dose de proteína, embora esse limiar fique em ~150-250g/dia.

Em (6), a quantidade de massa magra não influenciou na resposta de síntese. 40g > 20g, em treino de corpo inteiro.

CONCLUSÃO: Quebra possui papel secundário na resposta anabólica de uma refeição (7).
Quantidade proteica total é mais importante que distribuição em situação de 3 refeições ao dia, em idosos (8).
As recomendações de quantidade total de proteína de 1,6g a 2,2g/kg/dia ou por refeição 0,4g/kg, distribuídas a cada 3-5h
cobre o que você precisa fazer na prática (9).

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
(1) – doi: 10.1152/ajpendo.90411.2008
(2) – doi: 10.3945/ajcn.2008.26401.
(3) – doi.org/10.1186/s12986-018-0301-z
(4) – doi: 10.1016/j.jada.2009.06.369
(5) – doi: 10.1001/jama.2011.1918
(6) – doi: 10.14814/phy2.12893.
(7) – doi: 10.1152/ajpregu.00077.2010
(8) – doi: 10.1152/ajpendo.00382.2014
(9) – doi: 10.3390/nu10020180.

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