MELATONINA ALÉM DO APARENTE – TEXTO 1 –

A maioria dos profissionais conhece os efeitos da melatonina na regulação do ciclo circadiano (1), o ritmo biológico que controla as funções vitais, como metabolismo, produção de hormônios, expressão gênica e regeneração.


Isto posto, podemos dizer que melatonina é um regulador do ritmo do sono, ritmo neuroendócrino e oscilações em temperatura corporal, tendo seus efeitos dependentes ou independentes da sua ação nos receptores MT1 e MT2, os quais encontram-se distribuídos não só em tecidos centrais, mas também periféricos, incluindo, por exemplo, adrenais, fígado e pele (2).

Nosso ritmo biológico é coodernado por padrões de pistas ambientais e estimulos sensoriais diversos, como luminosidade, temperatura e ingestão alimentar, de modo que sua quantidade e qualidade (tipo, intensidade, duração) acarreta ou não em perturbações no ciclo circadiano.


Na imagem abaixo, você vê a alteração do padrão luminoso afetando ciclo circadiano e secreção de melatonina (3).

Esse desarranjo na secreção de melatonina traz problemas no sono e saúde como um todo (4). Válido destacar que quando a quantidade de melatonina é restaurada em crianças com problemas psiquiátricos, seu comportamento, humor, desenvolvimento físico, mental e sensação de bem estar são restaurados (5), supostamente pela melhora na arquitetura e adequada funcionalidade do sono (6).

Sabe-se de mais usos da melatonina, como na redução da pressão arterial em hipertensos (7), imunomodulador (8), na função/sensibilidade à insulina e termorregulação (9), como anti-inflamatório (10), pelas suas propriedades antioxidantes (11), no tratamento de desordens psiquiátricas, principalmente pelos efeitos de sua reposição, mas também pelo efeito neuroprotetor (12).

Cabe aqui ainda mencionar sobre os efeitos na FERTILIDADE, na regulação do ciclo menstrual em mulheres com síndrome de ovários policísticos e como auxiliar no tratamento pré e pós menopausa.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
(1) – https://doi.org/10.1046/j.1365-2826.2003.00989.x
(2) – doi: 10.2174/1570159X14666161228122115
(3) – doi: 10.1016/j.cub.2013.06.039
(4) – https://doi.org/10.1177/0748730405277492
(5) – doi: 10.1016/j.ejpn.2012.01.002
(6) – doi: 10.1038/nrn2521
(7) – https://doi.org/10.1016/S0002-9149(99)00112-5
(8) – doi: 10.1111/jpi.12075
(9) – doi: 10.1111/jpi.12137
(10) – doi: 10.1111/j.1600-079X.2012.01014.x
(11) – doi: 10.1007/s12640-012-9337-4
(12) – doi: 10.3390/ijms14059037

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *